Desde a estreia da série “Monstros” na Netflix, muitos telespectadores têm se perguntado até que ponto a trama se baseia em fatos reais. A história sombria de Ed Gein, um dos assassinos mais infames dos Estados Unidos, continua a chocar o público décadas após seus crimes.
Nascido em 1906, na pequena cidade de La Crosse, Wisconsin, Ed Gein cresceu em um ambiente dominado pela rigidez moral e pelo fanatismo religioso de sua mãe, Augusta Gein. extremamente controladora, ela pregava que o mundo era corrompido e que todas as mulheres, exceto ela, eram “pecadoras”. Essa criação opressiva e o isolamento social contribuíram para o desenvolvimento de um comportamento infantilizado e perturbado no futuro criminoso.
Após a morte da mãe, Gein passou a viver sozinho na fazenda da família em Plainfield, onde mergulhou em um mundo de solidão e delírios. Foi nesse período que ele começou a violar túmulos, retirando partes de cadáveres de mulheres que lembravam sua mãe. Com esses restos mortais, confeccionava objetos macabros, como máscaras feitas de pele humana, cadeiras revestidas com couro humano e tigelas feitas de crânios.
Os crimes de Gein vieram à tona em 1957, quando a polícia investigava o desaparecimento de Bernice Worden, uma comerciante local. As autoridades encontraram o corpo da vítima em sua casa, junto com diversos artefatos humanos. Gein também confessou o assassinato de Mary Hogan, ocorrido em 1954.
Apesar da brutalidade dos crimes, ele foi considerado inapto para julgamento por insanidade mental e foi internado em um hospital psiquiátrico, onde permaneceu até sua morte, em 1984. A história de Ed Gein ultrapassou os limies do noticiário policial e influenciou profundamente a cultura pop. Personagens icônicos como Norman Bates (Psicose), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica) e Buffalo Bill (O Silêncio dos Inocentes) foram inspirados em suas atrocidades.
Nas redes sociais, muitos telespectadores têm refletido sobre o impacto da infância de Gein em sua mente. “O lar opressivo, a rigidez moral e o isolamento social desencadearam um comportamento infantilizado e dependente”, comentou uma espectadora de 35 anos após assistir aos episódios disponíveis na Netflix. Mesmo após quase 70 anos, o nome de Ed Gein ainda ecoa como um símbolo do lado mais sombrio da mente humana, e da forma como traumas e repressões podem gerar monstros reais.
Por Amanda Amorim





